"Entre o Jardim e a Floresta há uma pequena trilha que os Une”.
 

 



 



Nas frestas de uma parede, num pequeno vazo, ou no meio de uma
plantação, muitas plantas surgem espontaneamente.

São espontâneas porque ninguém, “conscientemente”, as plantou.
Simplesmente aparecem.

Pássaros, sapatos, rios, tempestades, bolsos, ou até mesmo um balão foram
seus padrinhos.

Chamadas “daninhas”, “pragas”, ou “mato”, são habitualmente desprezadas
pelo homem.
 


Estas plantas são importantes sinalizadores.

Indicam as deficiências de elementos e possíveis formas de correção do solo
onde nascem.

Aparecem nos solos degradados protegendo-os contra o sol, propiciando
mais vida e diversidade.

Por suas propriedades farmacológicas e florais, podem indicar as
desarmonias (físicas e emocionais) das pessoas que habitam o local onde
aparecem, podendo servir de remédio e alimento para equilibrá-las.

Entre outras Sinergias.
 

 


“A Natureza movimenta-se no caminho do equilíbrio”.


 


 



“A união das coisas está na sua essência, e não nos seus fragmentos”.

                                                                                               
                                                                                                                                (Wu Jyh Cherng)
 

 


Somos água, terra, fogo e ar.



Quando este conjunto está em desarmonia, dizemos que estamos
“doentes”.

Por excesso ou carência de selênio, cobre, magnésio, dentre outros
elementos, nós, e os solos, e as plantas e os animais, nos
desequilibramos.
 


 

 

“Nada mais importante do que o homem se conscientizar como parte da natureza. E apesar de toda técnica sofisticada, está sujeito às Leis Naturais, como qualquer animal ou planta. Quando se comportar como parasita, terá o fim de todas as parasitas: sua auto-extinção. E quando se comportar como parte do todo, será preservado para manter o equilíbrio. Mas para poder compreender seu papel neste mundo, terá de redescobrir sua origem, ou seja, a sua alma, procurando nutrí-la com o Belo, o Sutil e o Eterno que existe neste mundo. E de repente descobrirá o Amor para tudo que o rodeia, e com isso a alegria de uma Vida cheia e Realizada. O vazio aterrador que tomou conta dele sumirá, não necessitando ser abafado pelo barulho. E no silêncio, encontrará a felicidade”.

 

                                                                                                                                                  (Ana Maria Primavesi)
 

 





“Quem está no silêncio pode escutar todos os sons; quem está no vazio
pode abraçar todas as formas”.
 

                                                                                                                                                    (Wu Jyh Cherng)
 

 


Q U I N T A O  é um trabalho de observação da Natureza.



Um acesso à Consciência Pura através da atenção aos Sinais.
 


“ TAO:  Significa literalmente caminho, mas também caminhada ou caminhante.
É então, ao mesmo tempo, aquele que esta caminhando, o caminho e o ato
de caminhar. É também aquele que não esta caminhando, o que não foi
caminhado e a ausência do caminhar. O TAO é o ABSOLUTO ”.
 


Durante seis meses, deixei o jardim da minha casa sem manejo algum, o que
possibilitou o aparecimento e crescimento de inúmeras plantas espontâneas,
e junto a elas, insetos e pássaros que eu nunca ali havia observado antes.

As fotografias que acompanham esta obra foram feitas das plantas do meu
quintal neste período.

Foram impressas com tintas à base d’água, em papel de fibra de
bambu e algodão.
 



                                                                                Ricardo Venerito
 

 
 
 

 

 


(...)
Nasce bem alto,
Que as coisas todas serão tuas.
Que alcançarás todos os horizontes.
Que o teu olhar, estando em toda parte
Te ponha em tudo,
Como Deus.
 


(...)
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
 

 

(...)
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
 


                                                          ( Cecília Meireles – Cânticos I, IX e XXVI )